Projeto Guapiaçu inicia 5ª etapa em Cachoeiras de Macacu e região com investimento de quase R$ 12 milhões e geração de mais de 30 empregos

Parceria entre o Instituto de Ação Socioambiental e a Petrobras garantirá mais quatro anos de restauração florestal, educação ambiental, monitoramento da biodiversidade e fortalecimento da segurança hídrica na região leste da Baía de Guanabara

O Instituto de Ação Socioambiental tem a honra de anunciar o início da 5ª edição do Projeto Guapiaçu, nova etapa de uma das mais relevantes e longevas iniciativas de restauração florestal e conservação da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. Realizado com o apoio da Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu e em parceria com a Petrobras, o projeto terá duração de quatro anos e contará com um investimento de quase R$ 12 milhões. Com esse novo aporte, a Petrobras ultrapassa a marca de R$ 28 milhões investidos, nos últimos 13 anos, na região por meio de sua parceria com o Projeto Guapiaçu ao longo de suas cinco etapas, reforçando seu compromisso com a conservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a geração de oportunidades. Nesta nova fase, o projeto seguirá fortalecendo ações ambientais estratégicas e garantindo mais de 30 empregos diretos na região.

Dando continuidade ao trabalho desenvolvido desde 2013, o Projeto Guapiaçu V atuará na restauração ecológica, educação ambiental, monitoramento da biodiversidade, inovação em tecnologias sociais e fortalecimento da REDAGUA – Rede de Conservação Águas da Guanabara, consolidando um modelo de atuação que integra pessoas, florestas e biodiversidade.

A área de atuação do projeto abrange os municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Magé, Itaboraí, Maricá, Tanguá, São Gonçalo, Rio Bonito e Niterói, alcançando uma das regiões mais estratégicas para a conservação ambiental e a segurança hídrica do estado do Rio de Janeiro. As ações também contemplam importantes áreas protegidas, como o Parque Estadual dos Três Picos, a APA da Bacia do Rio Macacu, a APA das Serras de Maricá e o Parque Natural Municipal Paleontológico de São José de Itaboraí, reconhecido por sua relevância científica, histórica e ambiental. Além da proteção da biodiversidade, a iniciativa contribui para a conservação de mananciais fundamentais para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Ao longo dos próximos quatro anos, serão implantados e mantidos 50 hectares de florestas nativas em áreas prioritárias para conservação, além da manutenção de 41 hectares restaurados na etapa anterior e do monitoramento de outros 51 hectares implantados entre 2020 e 2025. O projeto seguirá ampliando corredores ecológicos da Mata Atlântica e fortalecendo a conectividade entre fragmentos florestais essenciais para a conservação da biodiversidade.

O banco de áreas para restauração, construído ao longo dos últimos anos em parceria com proprietários rurais, também continuará sendo ampliado. A iniciativa já reuniu 345 hectares cadastrados, onde 331 hectares, em áreas de produtores parceiros, já foram disponibilizados para ações de restauração florestal e conservação ambiental. O Projeto Guapiaçu já conta com a parceria de 17 proprietários rurais em seu banco de áreas. Novos proprietários interessados em contribuir para a conservação da Mata Atlântica também podem aderir à iniciativa e receber ações de restauração florestal sem custos. A participação é uma oportunidade de colaborar com a proteção das águas, da biodiversidade e do patrimônio ambiental da região.

Na área de educação ambiental, o projeto seguirá desenvolvendo ações junto a escolas, estudantes, educadores e comunidades, promovendo visitas às Unidades Escolares, atividades pedagógicas, visitas guiadas e formação de jovens monitores de água e biodiversidade. A expectativa é atender diretamente centenas de participantes e alcançar mais de 31 mil pessoas por meio de eventos e atividades de educação ambiental ao longo da execução do projeto.

Outro destaque desta etapa será o fortalecimento do monitoramento da fauna, da flora e do carbono estocado nas áreas restauradas. As ações utilizarão metodologias científicas reconhecidas e ferramentas de sensoriamento remoto para acompanhar a recuperação dos ecossistemas e gerar informações que apoiem estratégias de conservação da Mata Atlântica e enfrentamento das mudanças climáticas.

A região atendida pelo Projeto Guapiaçu possui importância estratégica para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os rios Guapiaçu e Macacu alimentam o Sistema Imunana-Laranjal, responsável pelo fornecimento de água para mais de 2,5 milhões de pessoas. Ao recuperar florestas, proteger nascentes e fortalecer a governança ambiental, o projeto contribui diretamente para a segurança hídrica, a conservação da biodiversidade e a qualidade de vida da população.

O sucesso alcançado ao longo das etapas anteriores foi possível graças à construção de uma ampla rede de colaboração envolvendo proprietários rurais, escolas, universidades, instituições públicas, organizações da sociedade civil, empresas e comunidades locais. Nesta nova fase, o Projeto Guapiaçu conta com a continuidade e o fortalecimento dessas parcerias, fundamentais para ampliar os resultados do projeto e gerar benefícios duradouros para a conservação da Mata Atlântica, a proteção dos recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável da região.

Com a chegada da quinta etapa, o Projeto reafirma seu compromisso com a conservação da Mata Atlântica e com o desenvolvimento sustentável da região, demonstrando que a união entre iniciativa privada, organizações da sociedade civil, comunidades, proprietários rurais e instituições parceiras é fundamental para construir um futuro mais resiliente para as pessoas e para o meio ambiente.

Sobre o Projeto Guapiaçu

Realizado pelo Instituto de Ação Socioambiental em parceria com a Petrobras, o Projeto Guapiaçu atua na restauração florestal, educação ambiental, conservação da biodiversidade e fortalecimento da governança hídrica na região leste da Baía de Guanabara. Ao longo de suas cinco etapas, tornou-se uma referência em recuperação de áreas degradadas, proteção dos recursos hídricos e mobilização social em prol da Mata Atlântica. Com atuação em nove municípios fluminenses e importantes áreas protegidas, o projeto contribui para a segurança hídrica, a conservação da biodiversidade e a adaptação às mudanças climáticas em uma das regiões mais estratégicas do estado do Rio de Janeiro.

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